quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


Fugir

Sempre esta vontade de fugir.
De quê, não sei.
De mim própria, provavelmente.
Partir simplesmente sem destino nem limite.

A palavra é essa.
Partir.
Quebrar amarras,
deixar lugares, sem adeus, sem despedidas.

Sentir a falta das pessoas em vez de me desiludir delas todos os dias.
Mas fico.
E com razões que (me) dou, me engano, sabendo-o.
Talvez a viagem seja ilusão.
Porque, na bagagem, comigo levaria a vontade de fugir.

Alice Daniel

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