sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Deixa-me inventar-te, não tenho outro jeito.
Deixa-me criar-te como quero
e desejar que esse desejo seja forte o suficiente
de convencer os deuses a torná-lo realidade.
Deixa-me imitar o pôr do sol
que mistura a dor da despedida com a alegria do nascimento.
Parte a luz do dia e nasce o escuro da noite.
Deixa-me convidar o vento ensurdecedor
a desgrenhar meus medonhos pensamentos
a afastar para longe o medo de existires.
A incerteza de te poder ter e não me impeças por favor de sonhar.
De contar os milhares de estrelas do céu,
pode ser até que tenhas certeza que nunca as saberei a quantidade.
Não me impeças por favor de ser menino pequeno.
Me deixa sonhar.
Me deixa inventar-te

- Nelson Livingston -

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