terça-feira, 22 de novembro de 2011

O nosso amor morreu...
Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta, ceguinha de te ver,
sem ver a conta do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta a luz doutra miragem fugidia...
Eu bem sei, meu Amor, que pra viver são precisos amores, pra morrer,
e são precisos sonhos para partir.
E bem sei, meu Amor, que era preciso fazer do amor que parte o claro riso
de outro amor impossível que há-de vir!

Florbela Espanca

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