
Há um tempo de olhar para o céu e de procurar
enxergar novos horizontes,
porque os velhos se fizeram ranzinzas demais e já não nos
dão os sonhos de outrora.
Há um tempo de ir além da miopia,
de encarar novos caminhos e seguir por jornadas inimagináveis,
eliminando os poucos e pequenos passos
em direção do nada.
Há um tempo de misturar as cores e tingir o gris da vida
com novos tons,
transbordando de tonalidades as paredes do coração.
Há um tempo de misturar os sons e produzir novas melodias,
eliminando os silêncios mortais.
Há um tempo de tirar o veneno dos lábios,
de se desfazer de muitas palavras, d
e tantas idéias... assim como fazemos quando reciclamos o guarda roupas.
Há um tempo de escolher entre ficar sozinho
ou estar mal acompanhado,
um tempo onde abrimos mão do comodismo ou
nos afundamos em seu poço de inércia.
Há um tempo de saber que muitas vezes o maior amor
não é o melhor amor e também nem o mais verdadeiro;
um tempo de saber que o primeiro amor não será o
último e que muitas vezes o último é uma lenda.
Porque a vida se recicla e o tempo nos transforma em
vento ou em pedras.
Nesta jornada de tantos tombos e equilíbrios,
faremos da vida uma escola onde (diuturnamente) erramos
ou acertamos... todavia,
sem nunca reprisarmos uma cena; sem nunca repetirmos de ano!
⊱✿✿
Adriano Hungaro
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