sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

 
Nossos corpos se cruzam e descruzam
como serpentes cálidas,
se enroscam e se apertam,
atarracham num crescendo
sem limite.

Há gemidos delirantes,
há percussões arrítmicas,
respirações ofegantes empastadas em suor,
até ao êxtase
e ao torpor.

Não há discurso erótico
que resista à mudez
desta nudez
tumultuosamente
sinfónica. 
 
Noel Ferreira

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